Economia Argentina tem maior queda em fevereiro desde 2024

Crédito: Diário do Centro do Mundo
Queda recorde na atividade econômica
A economia da Argentina enfrentou a maior retração para um mês de fevereiro desde 2024, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (22). O Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE), calculado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), apontou uma queda de 2,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado representa o pior desempenho para o período em mais de um ano.
A retração foi puxada principalmente pelos setores de indústria e comércio, que registraram contração significativa. O indicador reflete o impacto das medidas de ajuste fiscal implementadas pelo governo de Javier Milei, que busca equilibrar as contas públicas. A fonte não detalhou os dados setoriais específicos, mas confirmou que a indústria e o comércio foram os principais responsáveis pela queda.
Ajuste fiscal e seus efeitos
O governo Milei tem promovido um forte ajuste nas contas públicas, com cortes de gastos e redução de subsídios, como parte de um plano para conter a inflação e estabilizar a economia. No entanto, as medidas têm gerado impactos negativos sobre a atividade produtiva, especialmente nos setores mais sensíveis à demanda interna.
Especialistas apontam que a contração de fevereiro reflete a combinação de menor poder de compra da população e incertezas quanto ao futuro econômico. A indústria, que já vinha enfrentando dificuldades, sofreu com a queda nas vendas e na produção. Já o comércio sentiu o encolhimento do consumo, agravado pela inflação persistente.
Para empresários e comerciantes, o cenário argentino serve como alerta sobre os riscos de ajustes fiscais severos sem medidas de estímulo à atividade. A situação também pode ter reflexos no comércio bilateral com o Brasil, especialmente em regiões como Araçatuba e o interior paulista, que mantêm relações comerciais com o país vizinho.
Dados oficiais e perspectivas
O INDEC divulgou os números do EMAF nesta terça-feira (22), confirmando a tendência de desaceleração econômica. A comparação com fevereiro de 2025 evidencia que a queda atual é a mais acentuada desde o início da série histórica em 2024. A fonte não detalhou se houve revisão de dados anteriores ou projeções para os próximos meses.
Analistas aguardam os próximos indicadores para avaliar se a contração se aprofundará ou se há sinais de estabilização. Enquanto isso, o governo Milei mantém o discurso de que o ajuste é necessário para o crescimento sustentável de longo prazo. Para o empresariado, a expectativa é de que a recuperação dependa da retomada da confiança e do consumo.
Perguntas Frequentes
Qual foi a queda da economia argentina em fevereiro de 2025?
A economia argentina caiu 2,1% em fevereiro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo o INDEC.
Quais setores puxaram a retração da economia argentina em fevereiro?
A retração ocorreu principalmente na indústria e no comércio, como parte do ajuste do governo Milei.
Qual órgão divulgou os dados da economia argentina em fevereiro?
Os dados foram divulgados pelo Estimador Mensal de Atividade Econômica do INDEC (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) nesta terça-feira (22).


























