Petrobras abre mão de preferência e firma novo acordo na Braskem

Crédito: G1
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (23) que assinou um novo acordo de acionistas da Braskem e decidiu não exercer direitos que lhe permitiriam aumentar sua participação na empresa após a saída da Novonor do controle da petroquímica. A estatal abriu mão de comprar mais ações da Braskem neste momento e também de vender sua fatia nas mesmas condições da negociação da participação da Novonor. No mercado, esses mecanismos são conhecidos como ‘direito de preferência’.
Participação mantida e controle compartilhado
A Petrobras seguirá como uma das principais acionistas da Braskem, com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto. A petroleira dividirá o controle da companhia com um fundo de investimentos. A petroleira fechou um novo acordo com o fundo Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), sob gestão da Vórtex Capital e assessorado pela IG4 Capital. O objetivo é estabelecer controle compartilhado da Braskem entre a Petrobras e o FIP.
Novo modelo de governança
Pelo novo modelo, a Petrobras e o FIP terão o mesmo número de representantes no conselho de administração e na diretoria da empresa. Decisões estratégicas só poderão ser tomadas com o aval de ambas as partes. A mudança ocorre após a Novonor acertar a venda de sua participação na Braskem. O novo acordo só passa a valer depois da conclusão dessa transferência de ações.
Perguntas Frequentes
Por que a Petrobras abriu mão do direito de preferência na Braskem?
A Petrobras decidiu não comprar mais ações da Braskem nem vender sua fatia nas mesmas condições da saída da Novonor, abrindo mão do direito de preferência, conforme anunciado em 23 de novembro.
Qual é a nova participação da Petrobras na Braskem após o acordo?
A Petrobras seguirá com 36,1% do capital total e 47% das ações com direito a voto, dividindo o controle da Braskem com o fundo Shine I FIP.
Como funciona o controle compartilhado da Braskem entre Petrobras e o fundo?
Petrobras e o FIP terão o mesmo número de representantes no conselho e na diretoria, e decisões estratégicas exigem aval de ambas as partes.


























