Professor afirma que medidas para baratear combustível são afobadas

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Medidas baratear combustível afobadas, afirma professor

As medidas anunciadas pelo governo federal para baratear os combustíveis podem ajudar a diminuir o impacto da crise do petróleo temporariamente, mas estão sendo implementadas de maneira afobada e sem planejamento adequado, segundo avaliação do professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, Edmar de Almeida. Em entrevista à CNN, o especialista afirmou que as iniciativas demonstram falta de planejamento e podem não garantir congelamento de preços.

Falta de planejamento nas medidas

Almeida expressou preocupação sobre o prazo das medidas implementadas, já que todas têm data para terminar, enquanto a guerra que afeta os preços do petróleo não tem prazo definido. Ele questionou: “A gente não sabe se a guerra vai acabar rápido, se vai demorar. E como é que fica depois, então?” O professor criticou a forma como as políticas estão sendo implementadas, apontando inconsistências nas abordagens.

Inconsistências nas políticas

Segundo Almeida, o governo primeiro lançou uma política para o diesel, criando um imposto sobre a exportação de petróleo para financiá-la, e depois apresentou outra medida para gasolina e etanol utilizando o aumento da arrecadação como fonte de financiamento. Ele questionou: “Por que, então, na época, quando lançaram o programa do diesel, esse aumento da arrecadação não foi utilizado como fonte para financiamento dessa política, e sim teve que ser criado um imposto novo sobre as exportações?” Almeida apontou que isso demonstra falta de planejamento para uma política integrada de combustíveis.

Congelamento de preços não garantido

O especialista explicou que as iniciativas não garantem o congelamento dos preços dos combustíveis, apenas tentam reduzir os custos da cadeia para minimizar aumentos que já vêm ocorrendo. Almeida destacou: “Essas medidas certamente podem ajudar a diminuir o impacto da crise do petróleo, mas não garante que o preço vai ficar congelado. Não é um congelamento de preços.” Para empresários do interior de São Paulo, a incerteza sobre os custos energéticos pode impactar o planejamento financeiro e a competitividade dos negócios locais.

Perguntas Frequentes

Por que o professor Edmar de Almeida considera as medidas para baratear combustíveis ‘afobadas’?

Porque as iniciativas do governo demonstram falta de planejamento, como a criação de um imposto sobre exportação de petróleo para financiar o programa do diesel, enquanto para gasolina e etanol usaram aumento de arrecadação, o que mostra inconsistências.

As medidas do governo garantem o congelamento dos preços dos combustíveis?

Não, segundo Almeida, as medidas não garantem congelamento de preços, apenas tentam reduzir custos da cadeia para minimizar aumentos que já ocorrem.

Qual a preocupação do professor Edmar de Almeida sobre o prazo das medidas?

Ele expressou preocupação porque todas as medidas têm data para terminar, enquanto a guerra que afeta os preços do petróleo não tem prazo definido, deixando incerteza sobre o que acontecerá depois.

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