BRB prejuízo Master: saída para o labirinto financeiro

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BRB prejuízo Master: saída para o labirinto financeiro

Aumento de capital aprovado

A assembleia geral de acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. O passo era necessário para resolver o problema de desenquadramento patrimonial da instituição, causado por sua relação com o Master. O presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou ter recebido com alívio a aprovação.

O governo do Distrito Federal precisa encontrar os recursos para fazer o aporte de capital no banco público até 29 de maio. Souza disse que o pior já passou e que os próximos passos dependem do sócio controlador, o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão tentará negociar com o presidente Lula e o Ministério da Fazenda para conseguir aval do Tesouro ao empréstimo.

Negociações com o FGC

Souza está em negociações junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a um consórcio de bancos sobre as condições para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. As negociações com o FGC ainda não tiveram um avanço mais concreto. Uma das questões essenciais a serem equacionadas para a operação com o FGC é a estrutura de garantias, já que os imóveis listados pelo governo local não seriam suficientes.

A operação com a dívida ativa do DF também pode servir a esse propósito, de acordo com um interlocutor. Outra opção sobre a mesa é a criação de um fundo lastreado na dívida ativa do governo do Distrito Federal. Cotas desse fundo poderiam ser vendidas no mercado e, assim, o governo brasiliense teria dinheiro para fazer o aporte.

Securitização da dívida ativa

De acordo com interlocutores, seria uma espécie de securitização, na qual o crédito de tributos não pagos ao DF e em cobrança seria direcionado ao novo fundo. Essa operação também poderia ser feita na forma de emissão de debêntures lastreadas na dívida ativa. Ao levantar esses recursos, o governo do Distrito Federal conseguiria diminuir o tamanho do empréstimo do FGC ao BRB.

Na segunda-feira, o BRB anunciou acordo com a Quadra Capital, que prevê a venda de R$ 15 bilhões em ativos que eram do Master e que hoje estão na carteira do banco público brasiliense. O acordo prevê o pagamento de uma primeira parcela de cerca de R$ 4 bilhões à vista. O restante será vendido por meio de cotas de um outro fundo a ser estruturado para a gestão desses ativos.

O cenário ainda demanda articulação política e financeira para que o BRB supere os prejuízos herdados do Master. Empresários de Araçatuba e região devem acompanhar os desdobramentos, pois a saúde do banco público pode impactar linhas de crédito e investimentos no interior paulista.

Perguntas Frequentes

Qual foi o valor do aumento de capital aprovado para o BRB e por que ele era necessário?

A assembleia geral de acionistas aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. O passo era necessário para resolver o problema de desenquadramento patrimonial do banco, causado por sua relação com o Master.

Até quando o governo do DF precisa fazer o aporte no BRB e quais são as opções para levantar os recursos?

O governo do Distrito Federal precisa encontrar os recursos para fazer o aporte no banco público até 29 de maio. As opções incluem negociações com o FGC para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, a criação de um fundo lastreado na dívida ativa do DF, ou a emissão de debêntures lastreadas na dívida ativa.

Qual foi o acordo anunciado pelo BRB com a Quadra Capital e qual o valor envolvido?

Na segunda-feira, o BRB anunciou acordo com a Quadra Capital que prevê a venda de R$ 15 bilhões em ativos que eram do Master. O acordo prevê o pagamento de uma primeira parcela de cerca de R$ 4 bilhões à vista, e o restante será vendido por meio de cotas de um fundo a ser estruturado.

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