BC divulga votos que autorizaram compra do Master por Vorcaro

Crédito: Brasil 247
O Banco Central (BC) divulgou os votos que autorizaram Daniel Vorcaro a assumir o controle do Banco Master. A liberação dos documentos, após revisão interna, ampliou a transparência e revelou divergências na cúpula da autarquia.
Divergências na cúpula do BC
Os documentos detalham os votos que embasaram a decisão na gestão de Roberto Campos Neto e evidenciam uma mudança de posição sobre o controle do banco. Houve divergências entre os diretores: um dos votos apontou inconsistências em avaliações imobiliárias usadas para comprovar capacidade financeira, com indícios de superfaturamento e fragilidades metodológicas nos laudos.
Mudança de posição em 2019
O cenário mudou em outubro de 2019, quando o sucessor de Marques, João Manoel Pinho de Mello, aprovou a operação. Em seu voto, ele considerou projeções de fluxo de caixa das empresas de Vorcaro e avaliações de mercado que não haviam sido levadas em conta anteriormente. Essa mudança ocorreu durante a transição de comando da autarquia, após a saída de Ilan Goldfajn e a entrada de Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Repercussão política
O caso ganhou dimensão política nos últimos meses. A liberação da operação passou a ser questionada por integrantes do governo federal e aliados no Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos”. Uma comissão parlamentar, encerrada recentemente, não chegou a um consenso e teve seu relatório final rejeitado após articulações políticas envolvendo o governo, o Centrão e o Supremo Tribunal Federal.
Perguntas Frequentes
O que os votos divulgados pelo BC revelam sobre a compra do Master por Vorcaro?
Os votos detalham a autorização da operação na gestão de Roberto Campos Neto e evidenciam mudança de posição sobre o controle do banco, além de divergências na cúpula e indícios de superfaturamento em avaliações imobiliárias.
Por que houve mudança de posição do BC em relação à compra do Master?
A mudança ocorreu em outubro de 2019, quando o diretor João Manoel Pinho de Mello aprovou a operação, considerando projeções de fluxo de caixa e avaliações de mercado que não haviam sido levadas em conta anteriormente, durante a transição de comando da autarquia.
Qual foi a reação política à liberação da compra do Master pelo BC?
O caso ganhou dimensão política, com questionamentos de integrantes do governo federal e aliados no Congresso. O presidente Lula afirmou que “o Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos”. Uma comissão parlamentar encerrada recentemente não chegou a consenso e teve seu relatório rejeitado.


























